20 de Abril 00:13
Caos e abandono no coração de Brasília

Cidade sede das copas das Confederações e do Mundo, capital de todos os brasileiros e que tenta também virar referência em grandes eventos, o SCS-Setor Comercial Sul, antigo coração de Brasília, está abandonado – e sendo abandonado por empresas e escritórios, cansados de esperar por alguma solução da Administração Regional.

  • Ft.: Wc&m Sem agentes de trânsito ou PMs, Flanelinhas determinam as leis no SCS.
  • Ft.: Wc&m Na cara dura, distribuidores da Coca-Cola usam o espaço dos Bombeiros como área de depósito privado
  • Ft.: Wc&m Caminha usa espaço proibido para estacionar, enquanto distribui galões de água em escritórios
  • Ft.: Wc&m Nem sempre é possível desviar das "panelas" que proliferam no SCS, para azar os motoristas
  • Ft.: Wc&m Obras em dia de muito movimento ajudam a piorar a situação do local. Por que não realizá-las nos finais de semana?
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    Tido como o ‘coração’ de Brasília, o SCS-Setor Comercial Sul hoje é um local que dá medo nos motoristas e estressa até aos mais pacatos. Com a ausência de agentes de trânsito, os flanelinhas acabam impondo a sua lei. Pela falta de fiscalização, impera a lei do mais forte. Diante deste quadro, caminhões usam o espaço destinado para os Bombeiros como depósito de carga e descarga. Outros, mais caras de pau, param onde bem lhes convier, porque sabem que não serão importunados, ainda que causem transtornos a quem precisa trafegar pelo local.

    Pela ausência de policiamento, a lei no local é mantida pelos flanelinhas, que extorquem quem precisa de vaga e que se esmeram em tratamentos jocosos a mulheres que se atrevem a transitar pelo local.

    Os comerciantes já cansaram de esperar qualquer ação e dão risada lembrando das promessas que vem sendo feitas por administradores regionais e supostas autoridades do GDF - ao longo de muitos anos. "Mudam as figuras, mas o roteiro é sempre o mesmo", destaca Dulce de Oliveira, moradora de Sobradinho e que trabalha numa lanchonete.

    Urgência do estacionamento rotativo e pago

    Solução empregada em todas as grandes cidades, o GDF ainda insiste em não implementar o estacionamento pago no local – que certamente evitaria a “privatização” da maior parte dos locais destinados a estacionamento. “Eu preciso trabalhar às 9h, mas chego sempre às 8h, pago para um flanelinha segurar a minha vaga e fico aqui durante o dia todo. Pago R$ 200,00 por mês para ele – o que acaba sendo barato, porque só vou embora no fim do dia”, discorre Emanuel Paulli, enquanto aponta veículos de outros conhecidos que também pagam uma taxa mensal para os “seguranças”, como ele prefere chamar os flanelinhas.

    Questionado se a implantação de estacionamento rotativo no local o faria mudar de opinião, ele dá uma gargalhada: “Com certeza, trataria de vir de metrô, porque moro em Águas Claras”. Mas, diz ele, “o GDF não tem coragem de fazer isto”, enquanto caminha em direção ao escritório.

    Buraqueira infernal

    O SCS oferece todos os ingredientes para desanimar quem precisa ir no local – talvez isto justifique que empresas que precisem ‘receber’ clientes estejam deixando o local – como a própria Agnelo Pacheco, uma das agências de publicidade que tende ao GDF e vários órgãos do Governo Federal.

    Diante da ausência do poder público, mesmo com postos da PM no local, ninguém lembra da última vez que viu um Policial Militar caminhando, o óbvio acontece: camelôs voltam, com suas bugigangas, contando com a omissão da fiscalização da Administração Regional.
    Para completar, as pistas hoje oferecem um espetáculo deprimente de crateras, sempre a desafiar a perícia dos motoristas.

    E tudo isto, no coração da Capital de todos os Brasileiros...

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